A Microfisioterapia pode ser procurada quando existem dores ou desconfortos físicos, sejam eles recentes, recorrentes ou persistentes; quando determinadas sensações aparecem repetidamente sem que a pessoa consiga compreender muito bem por quê; ou quando algo parece continuar incomodando mesmo depois de diferentes tentativas de cuidado.
Também chegam ao consultório pessoas que percebem mudanças no sono, disposição, tensão corporal, funcionamento digestivo ou outras respostas do organismo, assim como aquelas que atravessam períodos de estresse, ansiedade, medo, perdas, mudanças importantes ou situações emocionalmente difíceis e percebem que o corpo parece responder junto com aquilo que estão vivendo.
Em outros casos, existe um diagnóstico já conhecido. Em outros, exames não explicaram completamente aquilo que a pessoa sente. E há quem simplesmente perceba que não está se sentindo como antes, mesmo sem conseguir colocar isso em uma categoria específica.
E existem momentos em que a questão parece ir além de um sintoma. A pessoa tenta, muda, recomeça, faz de novo — e ainda assim tem a sensação de estar voltando sempre ao mesmo lugar. Situações que se repetem, respostas que parecem automáticas, caminhos diferentes que acabam levando a resultados parecidos.
É o que, dentro da minha abordagem, observo como padrões.
Padrões podem aparecer na forma como reagimos a determinadas situações, na maneira como atravessamos alguns momentos da vida ou na repetição de comportamentos e respostas que, muitas vezes, nem percebemos que estamos reproduzindo.
E nem sempre é preciso existir um sintoma aparente para procurar uma consulta.
Há pessoas que chegam simplesmente porque querem compreender melhor o próprio corpo e perceber como ele vem respondendo àquilo que vivem.
A ausência de um incômodo evidente não significa, dentro da maneira como conduzo meu trabalho, que não existam histórias, experiências ou padrões a serem observados. Às vezes, o interesse não nasce de algo que já está doendo ou incomodando, mas do desejo de olhar para o corpo antes que ele precise chamar atenção através de um sintoma.
Conhecer o corpo também é uma forma de cuidar dele.
Por isso, não penso a Microfisioterapia a partir de uma lista fechada de sintomas.
A pergunta não é apenas“o que você tem?”.
É o que o seu corpo vem tentandoexpressar através disso.